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Como a Alemanha se tornou uma potência de energia solar

Alguns países europeus têm obtido progressos surpreendentes no aproveitamento da energia limpa gerada pelo sol, apesar de não terem um clima ensolarado o ano todo.

 

Quebrando recordes em produção de energia solar

Em meados de 2014, a Alemanha alcançou um importante marco e um recorde nacional, ao atender a mais de 50% de sua demanda de eletricidade com 23,1 GW de energia solar, que correspondia à metade da produção mundial.

Na verdade, eles quebraram três recordes nacionais na ocasião. Com 35 GW de capacidade de energia solar, o país havia gerado mais energia solar na semana anterior, atingindo 24,24 GW, mas por causa de variações de demanda, eles conseguiram alcançar este feito impressionante com menos.

Além da energia solar, mais recentemente, a Alemanha atendeu a 78% da sua demanda por eletricidade por meio de fontes renováveis. A energia eólica e a solar geraram 40,65 GW no fim de julho. Quando combinado com os 4,85 GW gerados a partir de biomassa e os 2,4 GW de energia hidroelétrica, sua produção total de energia renovável atingiu 47,9 GW, e isso ocorreu em um momento em que o pico de demanda de energia foi de 61,1 GW.

É importante notar, no entanto, que o nível de produção de energia renovável naquele dia memorável da Alemanha não é constante e nem mesmo fato comum. No geral, em 2014, as energias renováveis foram responsáveis por aproximadamente 31% do consumo de eletricidade da Alemanha. A energia solar, em particular, contribuiu com cerca de 6,9%, o que ainda não é uma marca para comemorar.

 

Como os alemães estão conseguindo?

A Alemanha não é exatamente conhecida por ter sol o ano inteiro. Apenas para referência, as regiões mais ensolaradas do sul da Alemanha costumam ter entre 1.600 e 1.800 horas de sol por ano, ao passo que Yuma, no estado do Arizona, EUA, geralmente recebe 4.300 horas de sol por ano.

Então, como explicar que a Alemanha tenha se tornado líder mundial em energia solar? É uma combinação de forte apoio popular e vontade política para aprovar as leis necessárias para iniciar o caminho para o domínio da energia solar.

Correndo o risco de simplificação, tudo começou há quase 25 anos. Em 1991, os políticos alemães fizeram aprovar a Erneuerbare Energien Gesetz, ou Lei de Energias Renováveis.

Um dos maiores desafios que os defensores da energia solar enfrentaram naqueles dias era vencer a barreira do preço. Isto significava que os políticos e a população tiveram de aceitar algumas ações duras e agressivas a fim dar início ao processo. Por um lado, a lei garantia mercado para a energia solar, exigindo que as empresas de serviços públicos incluíssem os produtores de energia renováveis na rede nacional e que comprassem a energia gerada por esses pequenos produtores por um valor fixo para garantir retorno financeiro ao longo do tempo. O valor fixo, um pouco inflado, ajudou a compensar o alto custo inicial.

Ao mesmo tempo em que garantir mercado para energia solar pode ter tido seus riscos, houve também um benefício significativo. Sabendo que a indústria estava sendo firmemente apoiada pelo governo, os investidores mergulharam com confiança no mercado com planos de longo prazo, o que ajudou estabilizar essas empresas financeiramente.

 

Os desafios permanecem

A Alemanha enfrenta ainda muitos desafios. Com o aumento da base de fabricação de equipamentos para energia solar da China, algumas empresas alemãs estão tendo problemas para competir com custos mais baixos.

Mas qualquer coisa que valha a pena vem com desafios que precisam ser enfrentados com soluções criativas. Quando você olha para a taxa de crescimento da energia solar na Alemanha, verifica que ela quase triplicou nos últimos 10 anos. Apesar de o governo alemão ter retirado alguns incentivos, as empresas de energia mais antigas estão lutando para se adaptar por que os preços da energia estão em viés de queda. Empresas de serviços que tentam recuperar essas perdas através de taxas de energia mais elevados só incentivam os consumidores alemães a buscar fontes alternativas de energia limpa.

 

Artigo resumido e adaptado do texto escrito por Sara Thompson. Para ler o texto original em inglês, acesse http://www.triplepundit.com/2015/08/germany-became-solar-superpower/

 

(Publicado em maio de 2016)

Irradiacao solar horiontal no planeta

As vantagens da geração de energia solar voltaica em casa

O sistema reduz consideravelmente o custo da energia elétrica em um país com sol abundante

O Brasil é um dos países com maior incidência de sol no mundo. Tanto por conta de sua vastidão continental, quanto pelo fato de a maior parte do território estar inserida na região tropical do planeta. A luz do sol, que já traz muitos benefícios conhecidos pela humanidade há milhares de anos, como a sazonalidade da agricultura, também pode se tornar fonte alternativa de uma modalidade de energia altamente limpa, renovável e inesgotável, a energia solar fotovoltaica.

O sistema fotovoltaico de captação da luz solar para transformação em energia está gradualmente se tornando uma alternativa para os países altamente dependentes da energia para a manutenção de suas atividades. No Brasil, não poderia ser diferente devido, em parte, ao aumento do consumo e falta de investimentos na renovação do parque energético.

A boa nova é que a produção da energia a partir da luz solar pode ser uma decisão individual. Ou seja, você mesmo pode decidir aderir ao modelo com grandes vantagens tanto na sua conta de energia elétrica quanto na sua participação na proteção do ambiente. Afinal, uma pequena instalação residencial não implica construção de usinas hidrelétricas, deslocamento de populações ou altos investimentos em redes de transmissão.

O sistema não é novo. Desde fins do século XIX, pioneiros das ciências já pesquisavam e construíam pequenas estações de captação da luz solar para fins de produção de energia. Os modelos originais daquele período foram se desenvolvendo gradualmente até se chegar às conhecidas placas de captação de energia.

No Brasil, houve recentemente um aumento do interesse pelo assunto, principalmente depois que algumas medidas oficiais foram tomadas para tornar o sistema mais atrativo ao consumidor final. No final de 2015, foi aprovada a lei 3.169/2015 com importantes medidas para a redução de tributos federais que foram consideradas positivas para estimular a adesão ao sistema. A medida legal mais interessante torna oficial a cobrança do PIS e Cofins apenas sobre o líquido de energia consumida em unidades com geração própria de energia.

A continuar nesse ritmo, a tendência é que os valores para a instalação residencial particular se tornem gradualmente mais acessíveis, de modo a se criar uma nova mentalidade nacional em que a oferta generosa de luz e calor do sol no Brasil não seja vista apenas do ponto de vista turístico, as também como uma alternativa ambientalmente segura para a produção de energia no país.

 

(Publicado em maio de 2016)

 

floripa

Florianópolis aprova a coleta obrigatória da água de chuva

O projeto de lei foi aprovado pela Câmara Municipal da cidade no dia primeiro de fevereiro e determina que edificações residenciais e comerciais com área maior que 200 m² devem se adaptar para a captação das águas de chuva para reúso.

O texto do projeto prevê que toda água captada deverá passar por tratamento sanitário. O resultado desse tratamento não produz água potável ou apropriada para consumo humano, no entanto, é uma água limpa o suficiente para uso geral de limpeza ou rega de jardins.

Segundo o vereador Pedro de Assis (PP), o alto índice de precipitação de chuva na capital catarinense foi fator fundamental para a proposta de lei. Ele discorre ainda sobre as vantagens financeiras decorrentes da adoção do processo, “Além de ser ecologicamente correto, este sistema de captação é viável financeiramente, pois custa em torno de 1% do valor total da obra”.

Com a aprovação da lei, Florianópolis torna-se a primeira grande cidade brasileira a adotar a obrigatoriedade da coleta de água de chuva. Embora a região tenha índices de precipitação razoavelmente equilibrados, o fenômeno do aquecimento global e o desordenamento da estabilidade entre período de chuvas e de seca tornam a iniciativa essencial para o uso racional da água limpa fornecida pelos serviços públicos.

O processo de tratamento de água para consumo humano exige investimentos permanentes para atender à crescente demanda. Por isso, não é de hoje que muitos ambientalistas apontam para o uso indiscriminado de água potável em atividades como lavagem de automóveis ou rega de plantas. A coleta e sanitização da água da chuva deve se tornar a melhor solução para se chegar ao consenso.

 

(Publicado em maio de 2016)

pessoas trabalhando no telhado

Energia solar pode gerar até quatro milhões de novos empregos até 2030

Estudo publicado pela Greenpeace diz que o uso de energia solar pode ser uma grande fonte geradora de novos empregos no Brasil. Segundo a publicação “Como o incentivo à energia solar fotovoltaica pode transformar o país”, se os governantes adotassem medidas de estímulo ao uso de energia solar, o impacto na economia seria muito positivo. Isso poderia representaria até quatro milhões de novos postoa de trabalho e a entrada de mais de 560 milhões de reais na economia.

Este impacto seria alcançado em circunstâncias favoráveis que dependem da ação do governo, como a iniciativa de redução de impostos sobre materiais para a instalação de equipamentos de geração de energia solar assim como a liberação do dinheiro do FGTS para a compra dos equipamentos por parte do cidadão.

O estudo apresenta uma estimativa de quase nove milhões de casas e instalações comerciais com placas próprias de geração de energia solar até o ano de 2030. Ainda segundo o estudo, a energia gerada seria o equivalente ao dobro da produção da UHE de Belo Monte.

Esse cenário positivo, no entanto, só poderia ser alcançado com a mudança das políticas públicas com o objetivo de criar as condições favoráveis para a implantação definitiva da consciência da autogeração de energia elétrica. A perda inicial na arrecadação de impostos seria compensada no futuro próximo com os benefícios diretos e tangíveis do novo modelo, que permitiria a redução do consumo da energia produzida e fornecida pelo governo.

 

(Publicado em maio de 2016)

san francisco skyline

San Francisco se torna a primeira grande cidade a ter painéis solares nos novos edifícios

San Francisco está a um passo de atingir o objetivo de se tornar a primeira cidade com 100% de uso de energia renovável após o Conselho Municipal ter aprovado a obrigatoriedade da instalação de placas solares em todos os novos edifícios.

A decisão da prefeitura obriga a utilização e painéis solares nas novas construções a partir de 2017.

De acordo com informações do jornal San Francisco Examiner, os novos prédios comerciais ou residenciais com mais de dez andares devem prever a instalação de sistemas de captação de energia solar no telhado para aquecimento e economia de eletricidade. Construções mais altas que isso ainda estão isentas.

A cidade, já conhecida por sua legislação ambiental avançada, torna-se assim, a primeira metrópole importante do país a aprovar uma lei como essa. San Francisco segue os passos de cidades menores como Lancaster e Sebastopol. Essas comunidades, também localizadas na Califórnia, aprovaram medidas semelhantes em 2013.

“Essa nova lei nos ajudará a chegar mais rápido a um futuro de energia limpa e renovável e fará com que nossa cidade atinja o objetivo de ter 100% de energia renovável pelo ano de 2025”, escreveu em sua página de facebook, o supervisor Scott Wiener, que apresentou o projeto de lei.

San Francisco aprova lei que obriga a instalação de painéis solares nos telhados de novos edifícios a parir de 2017. Foto Flickr.

San Francisco aprova lei que obriga a instalação de painéis solares nos telhados de novos edifícios a parir de 2017. Foto Flickr.

Ele acrescentou que a nova lei de telhados de edifícios de San Francisco é uma extensão da lei estadual da Califórnia que exige que todos os edifícios de até dez andares reservem ao menos 15% da área de telhado para a captação de energia solar.

 

(Publicado em maio de 2016)

 

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Novas regras para energia solar entram em vigor

Produzir a sua energia elétrica com a luz do sol ficou muito mais fácil!

O ano de 2016 será um marco para o setor de energia solar no Brasil. No dia 01 de março deste ano entraram em vigor as novas regras para a produção de energia solar residencial, bem como para produzir energia solar para a sua empresa.

A ANEEL Agencia Nacional de Energia Elétrica aprovou no final de 2015 a revisão da resolução normativa 482 de 2012 que regulamenta os sistemas de energia solar para a autoprodução de energia na sua casa ou empresa. A publicação da  nova resolução da ANEEL    traz grandes melhorias como a redução da burocracia e a possibilidade de pessoas e empresas se juntarem para produzir a sua própria energia elétrica.

Conheça as novas regras da Resolução 687 da ANEEL

As novas regras para produzir energia solar fotovoltaica vão fazer com que o mercado de energia solar cresça de forma sólida. Segundo a ANEEL até 2024 cerca de 1,2 milhões de geradores de energia solar devem ser instalados em casas e empresas em todo o Brasil.

Agora ficou muito mais fácil e vantajoso investir em energia solar e produzir a sua própria energia elétrica com a Luz do Sol. Confira as mudanças e melhorias nas regras abaixo:

1 – Geração Distribuída – o que é e como funciona?

Quando você produz energia elétrica na sua casa ou empresa com um painel solar  e está conectado na rede da sua distribuidora, isto é chamado de geração distribuída. As grandes usinas que produzem energia são categorizadas como geração centralizada.

2 – Sistema de Compensação –  o que é e como funciona?

A compensação de créditos de energia é a forma de como este mercado de energia solar foi regulamentado no Brasil. Quando você produz mais energia do que consumiu em um determinado mês, esta energia vai para a rede da distribuidora e se torna um “crédito de energia”. Este crédito de energia é usado para abater o seu consumo de energia em algum mês que seu sistema produzir menos energia do que você consumiu. Desta forma é possível reduzir a conta de luz em 95%. Estes créditos com as novas normas possuem validade de 5 anos.
Obs: Os créditos não podem ser vendidos, apenas usados para abater o consumo na conta de luz.

3 – Geração compartilhada de Energia Solar – o que é e como funciona?

Antes quem tinha um sistema fotovoltaico só podia compensar os créditos de energia excedente em locais onde a conta de luz estava sob o mesmo CPF ou CNPJ. Agora com as novas regras para a energia solar, é possível transferir estes créditos excedentes para outros CPFs ou CNPJs desde que firmado em contrato. Sendo possível fazer isso através de cooperativas ou consórcios de pessoas ou empresas. Desta forma agora é possível você juntar um grupo de empresas ou amigos para construir um gerador de energia solar maior e dividir esta produção de energia.
Obs: Para fazer isso é necessário que todos envolvidos no consórcio/cooperativa estejam dentro da mesma área de cobertura da distribuidora de energia.

4 – Geração de energia solar em Condomínios – o que é e como funciona?

Agora é possível gerar energia solar em condomínios e repartilhar a energia gerada entre os condôminos.  A geração pode tanto ser usada para as áreas comuns como pode ser compartilhada entre todas as contas de luz dos condôminos.
Obs1: Em caso de prédios é fundamental que se tenha área de cobertura suficiente, de fácil acesso e com muito sol o dia todo. Para um prédio o ideal é que se tenha no mínimo 200m² de área disponível.

5 – Autoconsumo remoto – o que é e como funciona?

Esta modalidade tornou possível, aqueles que não possuem locais com espaço ou sol suficiente, produzirem a sua energia.

Em muitos casos escritórios, comércios, apartamentos, lojas e indústrias não possuem espaço para instalar energia solar, ou mesmo não são proprietários dos imóveis que estão ocupando e não podem fazer esta instalação. Na modalidade de autoconsumo remoto é possível utilizar um terreno de sua propriedade para construir um sistema fotovoltaico e usar a produção de energia dele para abater a sua conta de luz, na cidade, por exemplo.
Obs: É importante lembrar que você só pode fazer isso desde que esteja dentro da mesma área da distribuidora. Exemplo: Você tem um apartamento em Belo Horizonte que a conta é da CEMIG e possui uma chácara onde a conta também é CEMIG.

6 – Burocracia Reduzida

Nos últimos 3 anos as distribuidoras demoravam até 90 dias para permitir a conexão do seu sistema de energia solar na rede. Com as novas regras este prazo caiu para 34 dias e ficou mais simples.