O futuro da geração de energia elétrica e a questão da escassez de água

Seca na Cantareira

Chegou a hora de pensar em ações individuais que podem ter impacto positivo para o futuro.

Quem assistiu ao programa Fantástico, da Rede Globo, no dia 17 de maio de 2015, teve a oportunidade de saber mais sobre como os brasileiros se sentiam em relação à crise de energia, decorrente da falta de água, que mobilizou o país por dois anos, 2014 e 2015. Felizmente, hoje, mais de um ano depois da matéria, a crise hídrica parece ter sido contornada. No entanto, a questão energética passou a figurar dentre os grandes temas de preocupação nacional.

Pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha revelou alguns aspectos importantes sobre como o brasileiro enxerga a questão do desmatamento e seus efeitos na incidência de chuvas em diversas áreas do país. Segundo o levantamento, nada menos que 90% dos brasileiros acreditam que o desmatamento seja o grande vilão pelo descontrole das chuvas, 95% acreditam que o Brasil sofre diretamente os efeitos da crise climática e 84% pensam que as autoridades fazem menos do que deveriam para enfrentar o problema.

Isso coloca o problema diretamente nas mãos do cidadão comum. Sem a ação efetiva do governo, caberá a cada um de nós agir tanto na defesa das reservas florestais do país como na busca de soluções alternativas para sobreviver à falta de água e à escassez de energia decorrente. Como declarou Paulo Ritll, presidente do Observatório do Clima, “Precisamos da floresta para o fornecimento de água para nossa segurança energética e temos um potencial de energias alternativas pouco explorado”.

Ainda segundo a reportagem, a microgeração de energia elétrica, com o uso de placas solares, é apontada como uma das soluções mais viáveis. A matéria informa que cerca de 70% dos brasileiros já ouviram falar nessa fonte alternativa de energia, enquanto 40% declararam que pretendem instalar o sistema em casa no futuro próximo. Considerando que o retorno do investimento se dá em cinco ou seis anos e que a vida útil da instalação é de 25 anos, a proposta parece ser bastante atraente.

Água e energia estão intimamente ligadas em um país continental como o nosso, com uma extensa bacia hidrográfica, em que a principal fonte de energia são as usinas hidrelétricas. Talvez tenha chegado o momento de começar a pensar no uso racional da água tratada e da energia elétrica que chega em nossa casa e considerar soluções alternativas para os próximos anos.

 

(Publicado em junho 2016)

 

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