O jardim subiu no telhado

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Uma tendência ecológica como solução possível para as grandes cidades. 

Você já deve ter visto que muitas construções nas grandes cidades tiveram a área pouco aproveitável do terraço superior ser transformada em bonitos jardins suspensos. Mais do que uma tendência de arquitetura e decoração, a criação de áreas verdes sobre lajes de terraços vem ganhando adeptos no mundo todo. A palavra chave aqui é sustentabilidade.

Mas como não é assim tão simples ver a cidade por cima e ter uma ideia mais realista de como essa tendência mundial vem adquirindo mais e mais adeptos em todo o mundo, talvez você já tenha visto em sua cidade, jardins verticais construídos sobre as empenas de alguns edifícios. É a mesma coisa.

No Brasil, a cidade de Recife aprovou uma lei em 2015 que obriga as novas construções com mais de quatro andares e área coberta de mais de 400 m² a prever a instalação de telhados verdes. Em uma cidade tão quente, a criação dessas ilhas de ar fresco se soma a outras ações do poder público e da iniciativa privada para amenizar as temperaturas e garantir uma melhor qualidade do ar.

Esse tipo de solução, no entanto, não trata apenas de mero paisagismo ou da criação de novas áreas verdes. É perfeitamente possível prever no projeto a captação de água da chuva para reutilização, principalmente em grandes edifícios comerciais e residenciais onde se registra um alto consumo de água para lavagem de áreas comuns e rega de plantas.

Conheça algumas das principais vantagens da iniciativa

1 Melhora a qualidade do ar
2 Combate o efeito das ilhas de calor
3 Melhora o isolamento térmico
4 Melhora o isolamento acústico
5 Maior retenção de água para reuso
6 Redução no custo de energia
7 Redução no custo de água
8 Estimulo a biodiversidade
9 Melhora o paisagismo urbano

Pelo mundo todo, algumas cidades despontam como precursoras da iniciativa. Não por acaso, são as cidades campeãs de ações sustentáveis em diversas outras áreas da frente ecológica. Canadá, Dinamarca, Alemanha, Suíça e Holanda já possuem leis de incentivo desde 2010 e os resultados já podem ser sentidos na qualidade do ar e na redução do consumo de água tratada. O Brasil vem na sequência.

 

(Publicado em junho 2016)

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