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A utilização de Energia Solar deve se tornar acessível a todos

 

A chegada das placas fotovoltaicas orgânicas pode consolidar este novo mercado.

Já estamos na segunda década do século XXI e a maioria dos países e da população mundial ainda contam basicamente com o uso do petróleo e das hidrelétricas para a geração de energia, fundamental para a sobrevivência da nossa civilização

O petróleo, como se sabe, é uma fonte de energia com data marcada para acabar. Afinal, as reservas mundiais caminham seguramente para o esgotamento. Junte-se a isso os altos custos de extração e beneficiamento, com um impacto ambiental ainda longe de ser controlado. As hidrelétricas, por sua vez, ainda que fontes limpas, trazem o ônus ambiental e o altíssimo custo de sua instalação, gerenciamento e distribuição.

Uma simples mirada na opção energética aponta a imensa superioridade do uso da energia solar como alternativa limpa, renovável, econômica e acessível a todos. Afinal, ao se considerar a incidência de sol sobre o planeta, principalmente ao longo da linha do equador, os dados indicam um caminho inevitável para o futuro da produção de energia no mundo.

Embora a tecnologia de captação e transformação de energia solar já exista desde há algumas décadas, foi somente a partir de poucos anos atrás que o acesso foi estendido para o uso doméstico, com a possibilidade de instalação de sistemas de captação nas residencias. Ainda assim, o índice de adesão ainda baixo indica um mercado potencialmente grande para exploração. Uma vez iniciado o processo, não há caminho de volta.

Pesquisas cientificas com o objetivo de melhorar os processos de captação, armazenamento e distribuição da energia gerada pela irradiação solar revelam, com alguma frequência, novidades na área de materiais. Recentemente, uma novidade foi introduzida no mercado.

As lâminas de OPV são finas como papel e, portanto, flexíveis o que permite sua aplicação sobre diferentes bases, não apenas em telhados, mas em automóveis, janelas e, até mesmo, mochilas. O material de fabricação do OPV e atóxico, utilizando-se plásticos PET e tintas orgânicas, e sua capacidade de captação e geração de energia em pequena quantidade já está comprovada.

O processo é simples. O revestimento de tinta orgânica das lâminas de OPV reage com a radiação solar, gerando a corrente elétrica disponível para uso. Pode-se pensar até mesmo em utilização individual, como a geração de energia para recarregar baterias de aparelhos celulares ou laptops enquanto se caminha pelo parque.

A viabilidade para a utilização do novo material depende, naturalmente, de sua aceitação pelo mercado, com a previsível queda de preços.  O mercado das placas de OPV ainda é muito recente e não representa nem 1% das opções de energia solar no mundo. Isso aponta para um mercado inteiramente novo a ser explorado nos próximos anos.

 

(Publicado em 02 de setembro de 2016)

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Conversão para hidrogênio, uma alternativa para armazenamento de energia solar

Já é possível armazenar energia solar e energia eólica excedentes para compensar pelos dias sem sol e sem vento. A solução é converter essa energia em hidrogênio.

Até agora, a solução para o armazenamento do excesso de energia tem sido o uso de baterias. Cientistas e engenheiros começam a pesquisar outra opção: transformar a energia excedente em gás hidrogênio. O hidrogênio é um combustível natural quee pode ser armazenado indefinidamente e tem a maior densidade de energia de qualquer combustível gasoso ou líquido.

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Berkeley, Califórnia, obteve significativos avanços para o desenvolvimento de células de combustível solares eficientes que transformam a água normal em gás hidrogênio. Os pesquisadores desenvolveram um material novo, à base de metal que pode ser utilizado em células de combustível solares. Estas células de combustão dividem um fluxo de entrada de água líquida em fluxos estáveis de gás oxigênio e de hidrogênio, apenas com uma leve incidência de luz solar.

Como uma bateria normal do tipo AA, as células de combustível solares de formação de hidrogênio precisam de dois materiais diferentes, tanto para o lado cátodo e quanto para lado anodo da célula. Nas baterias AA, anodo é o lado plano que envia um fluxo constante de elétrons, e o catodo é o lado com a saliência que os atrai de volta). Mas as células de combustível solares trabalham um pouco diferente. O lado do anodo retira oxigênio da água num processo chamado eletrólise solar, e o lado do catodo produz o fluxo de gás de hidrogênio.

A possibilidade de uso do hidrogênio como combustível já se apresenta como uma possibilidade muito real segundo os pesquisadores, Considerado o combustível do futuro, a queima de hidrogênio libera muita energia (242kJ/mol, ou 121kJ/g) e tem como subproduto a água. Ou seja, trata-se de uma fonte ilimitada de recursos energéticos com praticamente nenhum impacto ambiental.

Com a possibilidade de produção controlada do gás, as estações de energia solar ganham uma nova dimensão na solução do problema global de produção energética sem impactos ambientais.

 

(Publicado em 3 de setembro de 2016)

agrobusiness

O planeta autossustentável: os benefícios da energia solar no agronegócio já são uma realidade.

Nos últimos anos, a utilização da energia solar como resposta para a demanda de energia tem aumentado consideravelmente, principalmente em função do maior conhecimento sobre suas vantagens e pela disponibilização de recursos mais acessíveis para sua adoção, tanto na indústria quanto em residências.

Uma das maiores vantagens apresentadas pela energia proveniente do calor do sol é o fato de ser inteiramente “amiga do meio ambiente”, sem deixar resíduos poluentes ou dejetos que poderiam contaminar a natureza. Seu baixo custo de material e a simplificação dos procedimentos de instalação só tem feito crescer o interesse por essa alternativa energética. Em tempos de escassez de recursos como petróleo, uma fonte altamente poluente e finita, e água, um bem precioso em estado de atenção, as aplicações da energia solar vão além do que se pode imaginar.

Pouca gente sabe que até mesmo na indústria do agronegócio a possibilidade de utilização da energia solar para garantir os processos de produção agropecuária já são uma realidade. Com a escassez de chuvas que o Brasil vem experimentando nos últimos anos, muitos produtores optaram pela extração de água das camadas de lençóis freáticos, das quais o Brasil é pródigo. E se a captação dessa água exige energia para mover as bombas de captação de água, a solução não poderia ser outra que não a utilização da energia solar fotovoltaica.

As bombas trazem a água para a superfície, onde são distribuídas ao longo do terreno cultivável, livrando assim o produtor rural da dependência das chuvas. Isso permite controlar a regularidade na rega, além de controlar o volume de água a ser utilizado para cada tipo de plantação.

Pode-se imaginar que o próprio planeta e seus recursos naturais, como água, terra, luz e calor garantem a produção de alimentos limpos e abundantes para todos.

 

As bombas submersas, facilmente encontradas no mercado, são simples de instalar e de manejar. Sua utilização vai além da irrigação no campo, sendo que elas podem ser instaladas nas cidades para captação de água para reservatórios e uso em locais de alto consumo como escolas, hospitais ou centros comerciais.

 

(Publicado em 4 de setembro de 2016)