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O planeta autossustentável: os benefícios da energia solar no agronegócio já são uma realidade.

Nos últimos anos, a utilização da energia solar como resposta para a demanda de energia tem aumentado consideravelmente, principalmente em função do maior conhecimento sobre suas vantagens e pela disponibilização de recursos mais acessíveis para sua adoção, tanto na indústria quanto em residências.

Uma das maiores vantagens apresentadas pela energia proveniente do calor do sol é o fato de ser inteiramente “amiga do meio ambiente”, sem deixar resíduos poluentes ou dejetos que poderiam contaminar a natureza. Seu baixo custo de material e a simplificação dos procedimentos de instalação só tem feito crescer o interesse por essa alternativa energética. Em tempos de escassez de recursos como petróleo, uma fonte altamente poluente e finita, e água, um bem precioso em estado de atenção, as aplicações da energia solar vão além do que se pode imaginar.

Pouca gente sabe que até mesmo na indústria do agronegócio a possibilidade de utilização da energia solar para garantir os processos de produção agropecuária já são uma realidade. Com a escassez de chuvas que o Brasil vem experimentando nos últimos anos, muitos produtores optaram pela extração de água das camadas de lençóis freáticos, das quais o Brasil é pródigo. E se a captação dessa água exige energia para mover as bombas de captação de água, a solução não poderia ser outra que não a utilização da energia solar fotovoltaica.

As bombas trazem a água para a superfície, onde são distribuídas ao longo do terreno cultivável, livrando assim o produtor rural da dependência das chuvas. Isso permite controlar a regularidade na rega, além de controlar o volume de água a ser utilizado para cada tipo de plantação.

Pode-se imaginar que o próprio planeta e seus recursos naturais, como água, terra, luz e calor garantem a produção de alimentos limpos e abundantes para todos.

 

As bombas submersas, facilmente encontradas no mercado, são simples de instalar e de manejar. Sua utilização vai além da irrigação no campo, sendo que elas podem ser instaladas nas cidades para captação de água para reservatórios e uso em locais de alto consumo como escolas, hospitais ou centros comerciais.

 

(Publicado em 4 de setembro de 2016)

Seca na Cantareira

O futuro da geração de energia elétrica e a questão da escassez de água

Chegou a hora de pensar em ações individuais que podem ter impacto positivo para o futuro.

Quem assistiu ao programa Fantástico, da Rede Globo, no dia 17 de maio de 2015, teve a oportunidade de saber mais sobre como os brasileiros se sentiam em relação à crise de energia, decorrente da falta de água, que mobilizou o país por dois anos, 2014 e 2015. Felizmente, hoje, mais de um ano depois da matéria, a crise hídrica parece ter sido contornada. No entanto, a questão energética passou a figurar dentre os grandes temas de preocupação nacional.

Pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha revelou alguns aspectos importantes sobre como o brasileiro enxerga a questão do desmatamento e seus efeitos na incidência de chuvas em diversas áreas do país. Segundo o levantamento, nada menos que 90% dos brasileiros acreditam que o desmatamento seja o grande vilão pelo descontrole das chuvas, 95% acreditam que o Brasil sofre diretamente os efeitos da crise climática e 84% pensam que as autoridades fazem menos do que deveriam para enfrentar o problema.

Isso coloca o problema diretamente nas mãos do cidadão comum. Sem a ação efetiva do governo, caberá a cada um de nós agir tanto na defesa das reservas florestais do país como na busca de soluções alternativas para sobreviver à falta de água e à escassez de energia decorrente. Como declarou Paulo Ritll, presidente do Observatório do Clima, “Precisamos da floresta para o fornecimento de água para nossa segurança energética e temos um potencial de energias alternativas pouco explorado”.

Ainda segundo a reportagem, a microgeração de energia elétrica, com o uso de placas solares, é apontada como uma das soluções mais viáveis. A matéria informa que cerca de 70% dos brasileiros já ouviram falar nessa fonte alternativa de energia, enquanto 40% declararam que pretendem instalar o sistema em casa no futuro próximo. Considerando que o retorno do investimento se dá em cinco ou seis anos e que a vida útil da instalação é de 25 anos, a proposta parece ser bastante atraente.

Água e energia estão intimamente ligadas em um país continental como o nosso, com uma extensa bacia hidrográfica, em que a principal fonte de energia são as usinas hidrelétricas. Talvez tenha chegado o momento de começar a pensar no uso racional da água tratada e da energia elétrica que chega em nossa casa e considerar soluções alternativas para os próximos anos.

 

(Publicado em junho 2016)

 

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O jardim subiu no telhado

Uma tendência ecológica como solução possível para as grandes cidades. 

Você já deve ter visto que muitas construções nas grandes cidades tiveram a área pouco aproveitável do terraço superior ser transformada em bonitos jardins suspensos. Mais do que uma tendência de arquitetura e decoração, a criação de áreas verdes sobre lajes de terraços vem ganhando adeptos no mundo todo. A palavra chave aqui é sustentabilidade.

Mas como não é assim tão simples ver a cidade por cima e ter uma ideia mais realista de como essa tendência mundial vem adquirindo mais e mais adeptos em todo o mundo, talvez você já tenha visto em sua cidade, jardins verticais construídos sobre as empenas de alguns edifícios. É a mesma coisa.

No Brasil, a cidade de Recife aprovou uma lei em 2015 que obriga as novas construções com mais de quatro andares e área coberta de mais de 400 m² a prever a instalação de telhados verdes. Em uma cidade tão quente, a criação dessas ilhas de ar fresco se soma a outras ações do poder público e da iniciativa privada para amenizar as temperaturas e garantir uma melhor qualidade do ar.

Esse tipo de solução, no entanto, não trata apenas de mero paisagismo ou da criação de novas áreas verdes. É perfeitamente possível prever no projeto a captação de água da chuva para reutilização, principalmente em grandes edifícios comerciais e residenciais onde se registra um alto consumo de água para lavagem de áreas comuns e rega de plantas.

Conheça algumas das principais vantagens da iniciativa

1 Melhora a qualidade do ar
2 Combate o efeito das ilhas de calor
3 Melhora o isolamento térmico
4 Melhora o isolamento acústico
5 Maior retenção de água para reuso
6 Redução no custo de energia
7 Redução no custo de água
8 Estimulo a biodiversidade
9 Melhora o paisagismo urbano

Pelo mundo todo, algumas cidades despontam como precursoras da iniciativa. Não por acaso, são as cidades campeãs de ações sustentáveis em diversas outras áreas da frente ecológica. Canadá, Dinamarca, Alemanha, Suíça e Holanda já possuem leis de incentivo desde 2010 e os resultados já podem ser sentidos na qualidade do ar e na redução do consumo de água tratada. O Brasil vem na sequência.

 

(Publicado em junho 2016)

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Captação de águas pluviais, uma solução sustentável para enfrentar a crise hídrica.

Você já parou para pensar nas diversas situações em que o uso de água tratada não segue as normas recomendadas de preservação e aproveitamento?

Veja alguns casos que podem ocorrer no seu dia a dia.

  • Falhas nas tubulações domésticas;
  • Vazamentos nos sistemas públicos de distribuição;
  • Equipamentos antigos e falta de manutenção das redes;
  • Desvios ilegais na rede de distribuição;
  • Maus hábitos domésticos (banhos demorados, torneiras mal vedadas, torneira aberta durante a escovação dos dentes ou lavagem de louças, uso indiscriminado da água tratada para lavagem de carros ou calcadas; e
  • Falta de um sistema para armazenamento e reutilização da água da chuva.

O Brasil vem enfrentando uma severa crise hídrica nos últimos anos. Por isso, cada gota preciosa de água tratada que desce direto para o esgoto representa muito dinheiro e investimento jogado fora. Para se ter uma ideia, estudos indicam que quase 40% da água tratada produzida no Brasil são desperdiçadas. Se compararado ao índice de 15% de perda registrado na Europa ou os 3% do Japão, pode-se imaginar a gravidade do problema.

O sistema de captação de águas da chuva pode ajudar a reduzir a perda e diminuir a conta mensal de água.

modelo de captacao de agua de chuva O sistema é bastante simples, como se pode observar no diagrama a esquerda. A água e captada pela calha instalada no telhado e conduzida a um reservatório. No percurso, ela passa por alguns filtros para a retenção das impurezas. No reservatório, a água recebe tratamento com cloro orgânico e, então, é bombeada para a caixa d’água ou diretamente para a torneira.

A instalação de sistemas de captação de águas de chuva em residências tem registrado um significativo aumento de demanda no Brasil nos últimos anos. A simplicidade da instalação e a eficácia do modelo certamente são fatores importantes para o aumento da adesão. Os resultados em termos de economia na conta de água tanto para residências quanto para empresas é significativo. No longo prazo, a população de todo o planeta só tem a ganhar com isso.

 

(Publicado em junho de 2016)

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Florianópolis aprova a coleta obrigatória da água de chuva

O projeto de lei foi aprovado pela Câmara Municipal da cidade no dia primeiro de fevereiro e determina que edificações residenciais e comerciais com área maior que 200 m² devem se adaptar para a captação das águas de chuva para reúso.

O texto do projeto prevê que toda água captada deverá passar por tratamento sanitário. O resultado desse tratamento não produz água potável ou apropriada para consumo humano, no entanto, é uma água limpa o suficiente para uso geral de limpeza ou rega de jardins.

Segundo o vereador Pedro de Assis (PP), o alto índice de precipitação de chuva na capital catarinense foi fator fundamental para a proposta de lei. Ele discorre ainda sobre as vantagens financeiras decorrentes da adoção do processo, “Além de ser ecologicamente correto, este sistema de captação é viável financeiramente, pois custa em torno de 1% do valor total da obra”.

Com a aprovação da lei, Florianópolis torna-se a primeira grande cidade brasileira a adotar a obrigatoriedade da coleta de água de chuva. Embora a região tenha índices de precipitação razoavelmente equilibrados, o fenômeno do aquecimento global e o desordenamento da estabilidade entre período de chuvas e de seca tornam a iniciativa essencial para o uso racional da água limpa fornecida pelos serviços públicos.

O processo de tratamento de água para consumo humano exige investimentos permanentes para atender à crescente demanda. Por isso, não é de hoje que muitos ambientalistas apontam para o uso indiscriminado de água potável em atividades como lavagem de automóveis ou rega de plantas. A coleta e sanitização da água da chuva deve se tornar a melhor solução para se chegar ao consenso.

 

(Publicado em maio de 2016)